O futuro da IA e as deepfakes em 2026

Regular a inteligência artificial exige proteger direitos fundamentais, assegurar segurança jurídica e preservar a competitividade tecnológica do país

Ainteligência artificial deixou definitivamente de ser uma promessa futurista. Ela já estrutura decisões econômicas, influencia comportamentos sociais, molda fluxos de informação e, cada vez mais, impacta processos políticos. Diante dessa aceleração, 2026 desponta como um ano decisivo para o Brasil: não apenas pela consolidação de um marco regulatório da IA, mas porque essa regulação ocorrerá em um contexto particularmente sensível – um ano de eleições presidenciais.

Os Projetos de Lei (PLs) sobre inteligência artificial em tramitação no Congresso Nacional avançam em temas relevantes, como classificação de risco, responsabilidade civil, deveres de transparência algorítmica e governança tecnológica. A agenda é necessária. O risco, no entanto, está na forma como essas respostas jurídicas serão construídas: entre a tentação de regular por medo e a omissão que abre espaço para abusos sistêmicos.

Fonte: Estado de Minas