Quase 30% das empresas encerram atividades após recuperação

A realidade crescente de que empresas encerram atividades após processos de recuperação judicial expõe fragilidades graves no ambiente de negócios brasileiro. Um estudo recente indica que quase 30 % das empresas que concluíram recuperação judicial no segundo semestre de 2025 acabaram fechando. Isso revela que, para muitas companhias, o mecanismo de reestruturação não é suficiente para garantir a viabilidade financeira.

As causas são múltiplas: juros elevados, restrição de crédito e impactos persistentes da pandemia. Esses fatores dificultam a execução de planos de recuperação, mesmo quando aprovados judicialmente. Além disso, muitas empresas ingressam no processo tardiamente, quando já perderam ativos essenciais ou liquidez.

O panorama recente: estatísticas e contexto

Um levantamento do Monitor RGF revela que empresas encerram atividades em proporção próxima a 29 % entre aquelas que saíram do regime de recuperação judicial no último semestre. Em paralelo, os pedidos de recuperação judicial cresceram 61,8 % em 2024, segundo a FecomercioSP, mostrando que o instrumento está mais demandado, mas nem sempre bem-sucedido.

Esse cenário indica que aprovar o plano de recuperação não basta — é preciso capacidade de executar, adaptar e resistir a choques econômicos. Empresas que dependem fortemente de crédito são especialmente vulneráveis quando o mercado trava.

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